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Amanda M. Carbonera - Ex-aluna | Colégio Samarah | Ensino Infantil, 1º Ano do Esino Fundamental e Ensino Médio | Granja Viana

Amanda M. Carbonera - Ex-aluna

"O Colégio Samarah é, e sempre será, sinónimo de algo fundamental em minha vida: família. Quando eu ingressei, com 5 anos, em 1999, ele ainda se chamava Escola M.A.G, uma referência a mulher batalhadora e humana que o criou.


Hoje, com 21 anos e formada em jornalismo, lembro como se fosse ontem o dia em que saí com meus pais para visitar aquela que seria minha primeira escola. Fiquei encantada com o espaço, com a Tia Margarete e sua filha Tati, que brincou comigo na piscina de botinhas com a maior alegria do mundo. Ao sair de lá, tudo que soube dizer era por favor, mãe, quero estudar aqui."
Primeira semana de aula e eu já estava cheia de planos. Com a cabecinha a mil e ansiosa para aprender, fui correndo falar para a Tia Margarete eu ainda não aprendi a ler e escrever. Rindo, ela respondeu que logo eu iria aprender,mas tinha que ter paciência. Mal sabia que encontraria pela frente: a famosa "Folha Sagrada" com as letras do alfabeto e suas combinações; mestres do saber que me guiaram nessa fase tão importante e com muito carinho, cadernos de caligrafia para deixar a bonita (nada de garranchos) e muito amor envolvido
daquele lugar mais que especial.
Tia Margarete também é sinónimo de mãe, pois é com esse carinho que ela trata cada uma das crianças que passam por ela. Parece que ainda posso ouvi-la falar para os meninos "Não faz isso com o uniforme, foi caro para a sua mamãe pagar, sabia?". E para as meninas "Todas tem cadernos lindos, não precisam brigar para ver quem tem o mais bonito". Muito mais que simples diretora, ela nos passou valores para a vida toda. Quem abriria as portas da sua própria casa para que tivéssemos aulas de
Educação Física, nadar na piscina ou ainda jogar na quadra de esportes?


A primeira coisa que fazíamos antes de subir para as salas de aula era rezar, todos em fila e com a mãozinha no coração. As aulas de ballet são inesquecíveis, que fizeram aflorar em mim a paixão pela dança. E como esquecer das Feiras Culturais? Mesmo sem saber ler ainda, tínhamos que decorar nossas falas em casa (com a ajuda dos pais) para saber tudo na ponta da língua no dia da apresentação. Independência do Brasil era a data que marchávamos pela rua e cantávamos o Hino Nacional. Festa Junina era dia de brincadeiras e muita dança. Adivinhem onde passei a primeira noite fora de casa? No tradicional acantonamento do colégio, é claro. Duas figuras importantes eram a Gabi e o Denis, mais conhecido como Tchozinho, sempre
presentes ajudando a família e brincando com a gente.


Me despedir, em 2004, foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Eu e meus colegas não queríamos deixar toda aquela história para trás e seguir o Ensino Fundamental II em outro lugar, porque na época o Samarah ia até a quarta série. Mas sempre carreguei em meu coração todos os ensinamentos e valores que aprendi com essas pessoas maravilhosas. Essa foi a base para me tornar quem sou hoje, com muita honra e orgulho.

Tudo o que tenho a dizer é muito obrigada por me acolherem nesta família e parabenizar pelos 25 anos de história e tradição conquistados com tanta dedicação e trabalho."

Por Amanda Matos Carbonera, ex-aluna do Colégio Samarah - Período de 199 á 2004.